
A lista de tipos de semáforo não é uma questão de opinião: está no Volume V do Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito — Sinalização Semafórica —, anexo da Resolução CONTRAN nº 973/2022. E a primeira coisa que o manual faz é mudar o vocabulário: o que chamamos de semáforo é, tecnicamente, um grupo focal — o conjunto de um ou mais focos luminosos com as faces voltadas para o sentido do movimento.
A sinalização semafórica como subsistema tem duas funções: regulamentar o direito de passagem dos fluxos de veículos e pedestres em uma interseção ou seção de via, e advertir condutores e pedestres sobre obstáculo ou situação perigosa.
Semáforos de regulamentação
São sete tipos, e a diferença entre eles está nos focos:
- Veicular (exceto de ciclista) — três indicações: vermelha, amarela e verde, nessa ordem, de cima para baixo quando vertical e da esquerda para a direita quando horizontal. Pode ter dois focos vermelhos, um amarelo e um verde, dispostos verticalmente.
- Veicular direcional — três indicações com seta: vermelha com seta, amarela com ou sem seta, verde com seta. Só se usa em aproximação com períodos de verde distintos para movimentos diferentes; as setas apontam para cima, para a direita ou para a esquerda.
- Veicular direção livre — só o foco verde com seta.
- Veicular controle de acesso específico — focos vermelho e verde, para uso exclusivo em controle do tipo praça de pedágio e balsa.
- Veicular controle ou faixa reversível — um foco vermelho com “X” e um verde com seta para baixo, na horizontal. Em semáforo de LED, pode ser um foco único exibindo as duas indicações.
- Pedestres — focos vermelho e verde com os pictogramas, na vertical.
- Ciclistas — focos vermelho, amarelo e verde com os pictogramas, na vertical.
A sequência de cores também é normatizada. No veicular e no veicular direcional: verde, amarelo, vermelho, voltando ao verde. No de pedestres: verde, vermelho intermitente, vermelho, voltando ao verde.
Semáforos de advertência
Aqui o equipamento é o mesmo, a função é outra. Os grupos focais de advertência têm um ou dois focos amarelos em funcionamento intermitente. O foco deve piscar de um em um segundo — frequência de 1 Hz — na proporção aceso/apagado entre 30% e 50%. Quando há dois focos, eles piscam alternadamente.
O que vem junto com o semáforo
O Volume V também define o que acompanha. Sinalização semafórica precisa de Linha de Retenção em todas as aproximações da interseção ou da faixa de pedestres em meio de quadra. Quando a visibilidade exige, usa-se a placa de advertência A-14 — “Semáforo à frente”. Com grupo focal de pedestre, vem Faixa de Travessia de Pedestres; em via interceptada por ciclovia ou ciclofaixa com semáforo de ciclista, vem a Marcação de Cruzamento Rodocicloviário.
Vale lembrar a ordem de prevalência do art. 89 do CTB: as ordens do agente de trânsito prevalecem sobre as normas de circulação e os outros sinais; as indicações do semáforo prevalecem sobre os demais sinais; e os sinais prevalecem sobre as demais normas de trânsito. E, pelo próprio manual, as mensagens da sinalização semafórica de regulamentação são imperativas — desrespeitá-las é infração.
Antes de semaforizar, há um passo que o manual cobra: avaliar a eficácia de outras formas de controle, começando pela obediência às normas gerais de circulação do CTB. Semáforo mal justificado atrasa todo mundo e não resolve o conflito.
E o semáforo de obra?
Esse é um tipo que a classificação do Volume V não cobre, porque ele não é permanente. Em obra e emergência, o manual IPR-738 do DNIT trata o semáforo como dispositivo luminoso e dá critérios próprios: o uso deve se restringir a vias com grande volume de tráfego durante todo o dia, ou a situações em que a alternância de passagem não pode ser controlada por operadores com o sinal “Pare” portátil, ou em que a alternância se mantém no período noturno, ou quando o projeto prevê conflito entre veículos e pedestres.
O posicionamento tem regra: o foco semafórico deve ser visível para a aproximação a que se destina e não visível para as demais; e usam-se sempre grupos de três lentes dispostas verticalmente — vermelha em cima, amarela no meio, verde embaixo. Para desvio temporário de curta duração, até 12 horas, o manual admite conjunto semafórico portátil.
É esse o nicho do semáforo móvel com cancela que a Revlo aluga: pare-e-siga em pista simples e em obra de arte, com alimentação solar e operação remota, sem depender de bandeirinha nas duas pontas do trecho. Em obra, ele normalmente trabalha junto com o painel de mensagem variável móvel avisando antes e com o sinalizador direcional móvel fechando a faixa.
Diga o trecho e por quantos dias no WhatsApp — a gente responde com preço e o que acompanha.